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A construção de uma sociedade equitativa está na história

A construção de uma sociedade equitativa está na história

O dia 25 de julho é definido como o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, mas o que comemorar?

No último Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), consta que 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras. Enquanto entre as mulheres não negras, a taxa de mortalidade por homicídios no último ano foi de 2,8 por 100 mil, entre as negras esse número chegou a 5,2 por 100 mil, praticamente o dobro.

E ai está o propósito da data: relembrar a força da mulher negra, reafirmando a necessidade de enfrentar o racismo e o sexismo vivido até hoje por mulheres que sofrem com a discriminação racial, social e de gênero.

O racismo estrutural da sociedade empurra a população negra para uma situação de vulnerabilidade. Esse é um processo histórico que vem sendo combatido ao longo dos séculos, não só no Brasil, mas principalmente na América Latina e Caribe, antigas colônias que recebiam escravizados da África e tiveram um impacto significativo na formação cultural e racial dos países.

Dia de Tereza de Benguela

No Brasil, o dia 25 de julho homenageia a líder quilombola Tereza de Benguela, símbolo das batalhas enfrentadas pela população negra, que ajudou comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão no século XVIII.

Após a morte do marido, José Piolho, Tereza assumiu o comando do Quilombo Quariterê, no Mato Grosso, e o liderou por décadas. Ela se destacou com a criação de uma espécie de parlamento, além de ter organizado a produção de armas, a colheita e o plantio de alimentos e chefiar a fabricação de tecidos que eram vendidos nas vilas próximas.

A luta continua

Enfrentar e combater o racismo é fundamental para o enfrentamento das desigualdades e para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e equitativa, impulsionando assim o aumento da capacidade de mobilização da sociedade, fortalecendo a superação dos diversos tipos de preconceito.

Ainda com tantas mulheres negras sendo violentadas e mortas, a data é símbolo da batalha e de todos os passos já caminhados. Por isso, temos que comemorar sim, cada luta e conquista; dar visibilidade ao dia 25 de julho é enfrentar o racismo. Esse dia é para fortalecer a luta pela equidade.