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Mês da Mulher: elas ajudam a construir as políticas sociais todos os dias

Servidoras da Secretaria de Desenvolvimento Social compartilham trajetórias de dedicação, superação e compromisso com a transformação social no estado de São Paulo

09/03/2026
Foto ilustrativa

A presença de mulheres em cargos de liderança no serviço público é um pilar fundamental para a eficácia das políticas de Estado. Quando as esferas de decisão refletem a pluralidade da sociedade, as políticas públicas tendem a ser mais inclusivas e sensíveis às demandas reais de diferentes grupos sociais, corrigindo distorções históricas de gênero.

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) conta com diversas mulheres em postos de liderança, como a secretária Andrezza Rosalém e a secretária executiva Juliana Armede. A pasta tem ainda um corpo de servidoras com perfil altamente técnico e formação sólida, com a missão de enfrentar os mais variados desafios sociais que a sociedade contemporânea apresenta.

Conheça algumas servidoras que ajudam a construir políticas públicas de assistência social todos os dias, inspirando novas gerações de mulheres a ocuparem espaços de gestão e liderança, consolidando um ciclo de equidade e justiça institucional.

 

Longevidade na SEDS
Rita Dalmaso está na SEDS há 32 anos e há 11 está à frente da Diretoria de Combate à Fome (DICOF). A diretoria é responsável por atender diariamente cerca de 400 mil pessoas em situação de insegurança alimentar, por meio do Programa Bom Prato e do Projeto Vivaleite.

"Gerenciar programas tão grandes quanto esses é de extrema responsabilidade, e a mulher reúne todas as condições para essa missão. Estar à frente da segurança alimentar não é só acolher e alimentar aquela família — é proporcionar a ela uma rede de atendimentos sociais. Grande parte do nosso público é formada por mulheres: mães solo que vão aos nossos equipamentos tanto para pegar o leite quanto para se alimentar, mulheres que têm a responsabilidade de gerenciar uma família", avalia Rita.

"Não é apenas uma questão de estar ocupando o cargo, mas de evoluir para chegar ao posto de direção. Ao longo da minha carreira aqui na SEDS, já estive em diversas diretorias que me permitiram conquistar essa evolução", analisa.

 

Gestão e liderança
Pós-doutora em Gestão da Política Pública da Assistência Social, Fernanda Varandas tem uma vida dedicada ao setor, com passagens por órgãos municipais em cidades de pequeno e grande porte no interior de São Paulo. Na SEDS, foi diretora de Proteção Social Básica antes de se tornar assessora de Gabinete, cargo que ocupa atualmente. É também vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Conseas-SP).

Com uma trajetória voltada à gestão e à liderança de pessoas, Fernanda acredita que a presença feminina em cargos estratégicos traz mais diversidade para a gestão pública. "É muito importante pensar, construir, implantar e monitorar políticas públicas por meio desse olhar diverso, com pessoas de diferentes culturas, conhecimentos, territórios e valores, para atender a população de forma mais ampla", afirma.

Ela alerta para o fato de que, mesmo nos dias atuais, os levantamentos indicam que cargos de liderança e gestão ainda são majoritariamente ocupados por homens. "Por isso é importante continuarmos a investir na nossa formação, nos pré-requisitos que vão nos dar acesso às oportunidades de estar nesses espaços."

 

Transformação por meio da educação
Chefe de Núcleo na Divisão Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS) de Barretos, Inajara Uchôa tem uma trajetória marcada por coragem, determinação e fé no poder da educação como instrumento de transformação de vida — como ela mesma define.

"Movida pelo desejo de crescimento, saí da minha cidade natal e fui para São José do Rio Preto. Com esforço e planejamento, consegui alugar uma residência em Barretos, onde iniciei oficialmente minha nova etapa", conta Inajara.

Ao ingressar no curso superior de Serviço Social, a maranhense natural de São Luís decidiu buscar oportunidades que lhe permitissem crescer profissionalmente e, ao mesmo tempo, colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação.

"Minha trajetória na DRADS de Barretos simboliza uma grande vitória pessoal e profissional, fruto de perseverança, disciplina e comprometimento com o serviço público."

 

Nunca é tarde para começar
Sheila Danadio teve que superar alguns desafios para chegar onde está hoje, na chefia do Cerimonial da SEDS. Diagnosticada com uma doença rara e grave — a aplasia de medula óssea —, ficou aposentada por invalidez dos 18 aos 32 anos, situação que sempre a incomodou. "Nunca me senti inválida, sempre quis ter uma carreira", relembra.

Incentivada pelo diretor de uma agência de publicidade na qual trabalhava informalmente, matriculou-se tardiamente no curso superior de Propaganda e Marketing. Formada aos 32 anos, teve que assinar um termo de responsabilidade para sair da aposentadoria e começar a trabalhar no setor de atendimento de outra agência.

Entrou na área de cerimoniais há mais de 15 anos, passando pelas secretarias estaduais da Fazenda e Planejamento e do Turismo e Viagens antes de chegar à SEDS. "Não importa quanto tempo demora para começar algo — se há prazer e dedicação ao que se faz, a experiência e as recompensas chegam", conclui.
Para Sheila, o diferencial do trabalho na SEDS é a proximidade com as pessoas atendidas pela pasta. "Estou amando lidar com o público final, a população mais vulnerável. Quando organizamos inaugurações de unidades de Casas Terapêuticas ou do Bom Prato, acabamos conhecendo a história dessas pessoas", comenta.

 

Mulheres nas duas pontas da assistência social
Psicóloga de formação, Tatiane Magalhães está na Diretoria de Assistência Social (DAS) há 18 anos, tendo passado por diversas áreas até chegar à liderança do departamento. "Considero uma grande responsabilidade estar nessa posição, porque a política de assistência social representa muito o público feminino. É um posto que tem uma representatividade dupla: as mulheres são maioria entre os destinatários das políticas de assistência social e também compõem a maior parte das pessoas que trabalham no setor", ressalta.

"Por isso precisamos estar atentos a como as desproteções sociais e as desigualdades de gênero se expressam na nossa sociedade. Ouvimos muitos relatos de discriminação e violência contra mulheres. Dessa forma, além da responsabilidade da representatividade, temos a responsabilidade de fazer melhor o nosso trabalho e de tentar, no planejamento e na execução dessas ofertas, considerar esses cenários para aprimorar as políticas públicas de assistência social."

 

Capacidade à prova todos os dias
Eliana Borges começou a lidar com crianças e adolescentes com transtorno por uso de substâncias psicoativas ainda em sua época de conselheira tutelar, em Uberlândia. Sua formação como psicóloga a qualificava para o trabalho. No estado de São Paulo, começou na Divisão Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS) de São José do Rio Preto, onde teve o desafio de implantar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ampliando de nove para mais de 70 o número de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) na região. 

Diretora de Política sobre Drogas (DPOD) desde 2017, foi responsável pela implantação de diversas políticas públicas para atender dependentes e suas famílias, como a Casa Terapêutica e o Espaço Prevenir. “Como mulher, temos nossos conhecimentos e capacidade de gestão postos à prova todos os dias. Temos que estar em constante atualização das nossas qualificações para enfrentarmos com coragem e ousadia os desafios impostos pela profissão.” 

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