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Publicado em 22/06/2020

Bom Prato passa a servir refeições gratuitas para pessoas em situação de rua cadastradas durante a pandemia da Covid-19

Por meio dos Centros de Acolhida dos municípios, as pessoas devem ser cadastradas para ter acesso ao benefício que prevê o investimento de R$ 2 milhões

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo anuncia mais uma medida na rede Bom Prato visando garantir a segurança alimentar, desta vez de forma gratuita, para as pessoas em situação de rua, devidamente cadastradas nos centros municipais.

A nova iniciativa estabelece a dispensação do pagamento das refeições nos restaurantes, mediante a apresentação do cartão com QR Code, cabendo as Prefeituras a quantificação, identificação e localização dos beneficiários, bem como a entrega dos cartões de gratuidade e o monitoramento da prestação dos serviços. A partir da semana que vem, com a adesão dos municípios, o Governo do Estado de São Paulo firmará convênio de cooperação com as prefeituras pelo prazo de 60 dias, até 30 de julho – podendo o prazo ser estendido.

“Esta é mais uma medida que comprova a preocupação do Governo do Estado de São Paulo com a população mais fragilizada e em situação de rua. A gratuidade de uma alimentação de qualidade e balanceada – como a que servimos no Bom Prato, nos permite garantir a segurança alimentar desta população, além de assegurar a melhoria em suas defesas frente a esta pandemia”, diz Célia Parnes, Secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.

O sistema, desenvolvido em parceria com a Prodesp e a iniciativa privada, permite que a Secretaria de Desenvolvimento Social administre de forma tecnológica a distribuição das refeições por meio de um cartão com QR Code, o que reforça o compromisso do Governo do Estado de São Paulo em manter os serviços públicos em pleno funcionamento, disponibilizando de soluções monitoradas para atender com eficiência.

Desde o início de abril, os 59 restaurantes Bom Prato passaram por rápidas adaptações com o intuito de servir as refeições para viagem, em embalagens e com talheres descartáveis.

O horário de atendimento, durante o período, também foi ampliado para evitar aglomerações, sendo os cafés da manhã, das 7h às 9h, almoços das 10h às 15h, e jantares das 17h30 às 19h, ou enquanto houver refeições disponíveis. Todas as equipes das unidades estão reforçando constantemente as orientações de prevenção, disponibilizando lixeiras nas calçadas, instruindo o distanciamento na fila (inclusive com marcações no chão) e fornecendo álcool em gel (à disposição em todas as unidades).

O controle de qualidade também foi intensamente aperfeiçoado, com a presença de balanças eletrônicas para pesagem das marmitas na presença dos consumidores, assim como um telefone de contato e envio de fotos ou mensagens por ‘WhatsApp’ para a Central de Controle de Qualidade, ligado diretamente ao gabinete da Secretaria.

O número de pessoas que enfrenta insegurança alimentar pode duplicar devido à pandemia da Covid-19, passando de 135 milhões de pessoas em 2019 para 265 milhões ao final deste ano. A conclusão faz parte do Relatório Global de Crises Alimentares, publicado pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Enquanto esta pandemia se mantiver como uma ameaça, vamos continuar na linha de frente – lado a lado com a saúde, com ações efetivas, atuando com responsabilidade para assegurar a proteção social dos mais vulneráveis”, finaliza Célia Parnes.

Durante a pandemia do coronavírus, o Governo do Estado de São Paulo já anunciou uma série de medidas de proteção à população em situação de rua. Entre elas estão a instalação pela Sabesp de 170 lavatórios públicos em todo o Estado com o objetivo de ajudar a população a fazer a higienização das mãos; o mutirão para emissão de RG de pessoas em situação de rua pela Secretaria de Segurança Pública; além do apoio técnico aos municípios na implantação de mais de 60 novos centros de acolhida para pessoas em situação de rua.